Nesta série, vamos olhar para aprofundar nossa compreensão da iluminação espiritual, estudando os pontos de vista de diversos ensinamentos e filosofias zen. No primeiro artigo desta série, iremos explorar a explicação do esclarecimento dado pelo grande modernos do dia mestre budista, Charlotte Joko Beck.
Spiritual enlightenment is the greatest mystery and the greatest Truth available to man. Many explanations, descriptions, views etc., exist for enlightenment and each of these gives us some insight and understanding into what this great phenomenon is. In this series, I would like to provide these various definitions on enlightenment from various great teachings in order to help you understand better what it is for yourself.
A iluminação espiritual é o maior mistério eo maior Verdade disponíveis ao homem. Muitas explicações, descrições, etc vistas, existem para iluminação e cada um deles nos dá conhecimento e entendimento sobre o que este fenômeno é grande. Nesta série, eu gostaria para fornecer diversas definições sobre a iluminação de vários grandes ensinamentos, a fim de ajudá-lo a entender melhor o que é para si mesmo.
We will start off this series with the Zen Buddhist definition of enlightenment and who better to quote, than one of my favorite Zen teachers Charlotte Joko Beck. Here is what this great Zen master had to say about what enlightenment is.
Vamos começar esta série com a definição Zen Budista de iluminação e quem melhor para citar, que um dos meus favoritos mestres zen Charlotte Joko Beck. Aqui está o que este grande mestre Zen tinha a dizer sobre o que é a iluminação.
Enlightenment is the core of all religion. But we have quite often a strange picture of what it is. We equate the enlightened state with a state in which we have become quite perfect, quite nice and quiet, calm and accepting. And that's not it.
A iluminação é o núcleo de toda religião. Mas nós temos muitas vezes estranha uma imagem do que é. Nós igualamos o estado iluminado, com um estado em que nos tornamos muito perfeito, muito bom e tranquilo, calmo e acolhedor. E não é isso .
I'm going to ask a series of questions about certain unpleasant states. I am not saying we should not have strong feelings or preferences about them. Nevertheless from these examples we can begin to get a clue; and when we have a clue we can see more clearly what we're doing in practice.
Here are the questions. (I have selected only a few that she asked). Eu vou pedir uma série de questões sobre determinados estados desagradáveis pista. Eu não estou dizendo que não deveríamos ter fortes sentimentos ou preferências sobre;-los. No entanto a partir desses exemplos, podemos começar a ter uma e quando temos uma pista que pode ver mais claramente o que estamos fazendo na prática. Aqui estão as perguntas. (Eu selecionei apenas alguns que ela pediu).
If I am told, "Joko, you have one more day to live," is that OK with me? Se me disserem ", Joko, você tem mais um dia para viver", é que bem para mim? or if someone told you that, is that OK with you? ou se alguém lhe disse que, é que bem com você?
If I am in a severe accident, and my legs and arm have been amputated, is that OK with me? If that were to happen to you, is it OK? Se estou em um grave acidente, e as minhas pernas e braços foram amputados, que é OK para mim? Se isso viesse a acontecer com você, é OK?
If I must lose whatever or whomever I care for, is it OK with me?
Se eu perder o que quer ou quem eu me importo, é OK comigo?
Now I can't answer OK to any of of those. And if you're honest, I don't think that any of you can either. But to answer "OK" is the enlightened state, if we understand what it means for something to be OK. (She goes on to say).
Agora eu não posso responder OK para qualquer um desses. E se você for honesto, eu não acho que qualquer um de vocês pode. Mas, para responder "OK" é o estado iluminado, se entendermos o que significa para algo a ser OK. (Ela continua a dizer).
What is the enlightened state? When there is no longer any separation between myself and the circumstances of my life, whatever they may be, that is it. Qual é o estado iluminado? Quando não há mais qualquer separação entre mim e as circunstâncias da minha vida, sejam elas quais forem, é isso.
Analysis of Zen Definition of Enlightenment: Análise da definição Zen do Iluminismo:
Understanding and remembering well the above zen definition for what enlightenment is, will immediately change the way you look at your life. Yes, immediately. What is being explained is that you stop running away from the moment, no matter what it contains, and start instead, embracing it, observing it, being OK with it. The more you are able to do that, the more "enlightened" you are.
Compreender e lembrar-se bem o zen definição acima para que a iluminação é, imediatamente mudar a maneira como você olha para sua vida. Sim, imediatamente. O que está sendo explicado é que você pare de fugir de momento, não importa o que ele contém, e começar em vez disso, abraçá-la, observá-lo, estando OK com ele. Quanto mais você é capaz de fazer isso, mais "iluminados" que você é.
This does not mean you will necessarily enjoy the moment, it may be full of hardship, but that is fine. You will see hardship as an opportunity to evaluate, test and make progress in your spiritual growth. Zazen, or Zen Meditation is one of the best techniques for developing this understanding and capability.
Isso não significa necessariamente que você vai desfrutar o momento, pode estar cheia de dificuldades, mas que está bem. Você vai ver as dificuldades como uma oportunidade para avaliar, testar e fazer progressos no seu crescimento espiritual. Zazen, ou meditação Zen é uma das as melhores técnicas para o desenvolvimento desta compreensão e capacidade.
In Zen meditation, as you sit still for long periods of time, you learn to be OK and stay with the difficulties that inevitably arise, and that then translates into you being able to be OK with the difficulties that inevitably arise is your life. The person who is evolved in this way, will have few complaints and selfish interests, and thus, will be far more capable of giving, enjoying and loving.
Na meditação Zen, como você ficar parado por longos períodos de tempo, você aprende a ficar bem e ficar com as dificuldades que inevitavelmente surgem, e que depois se traduz em você ser capaz de ficar bem com as dificuldades que inevitavelmente surgem é a sua vida. A pessoa que está evoluído desta maneira, terá poucas queixas e interesses egoístas, e assim, será muito mais capaz de dar, apreciando e amando.
So, the Zen teachings are very clear as to what enlightenment is. It is the state of residing in such great understanding and depth, that no matter what life throws your way, you are at peace with it, you are able to say, "That's OK, no problem."
Assim, os ensinamentos Zen são muito claras quanto ao que iluminação é. É o estado de residência no entendimento tão grande e profunda, que não importa o que a vida joga sua maneira, você está em paz com ele, você é capaz de dizer " That's OK, sem problemas. "
vendendo moda
domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
"Moda não é só uma bichinha desenhando, enlouquecida... um estilista, ou sei lá o quê. Moda não é arte; é indústria acima de tudo, é business, é negócio." A afirmação do estilista gaúcho Daniel Lion mostra que a cara da moda do Rio Grande do Sul no novo século é outra. Esqueça o glamour, dondocas se acotovelando em desfiles e modelos dentro do padrão de beleza. Em tempos de pós-modernismo, quando se individualizar é uma questão essencial, novos criadores jogam no corpo de modelos cheias de atitude suas idéias, seus sofrimentos e suas percepções do mundo, buscando o único no meio de um mundo onde peças em série comandam o mercado.
Mas ter estilo de vanguarda, como André Courrèges, Paco Rabanne e Emilio Pucci, não basta. É preciso conhecer o público que quer o diferente. A moda está virando cada vez mais uma imagem, um conceito, e a roupa propriamente dita é um artigo descartável, não apenas pela pouca durabilidade, mas também pelas constantes mudanças de tendências. Nesse contexto, investir trabalho em uma única peça não é mais vantajoso: o melhor é investir em uma imagem de marca ou de estilo. A primeira Maison da moda a usar isso foi a Channel, com Karl Lagerfeld; depois, Tom Ford na Yves-Saint-Laurent. Mas tanto a moda como a busca pela novidade surgiram como uma necessidade do homem de criar, necessidade que foi incentivada pelo capitalismo e sua ideologia, mas que não matou a imaginação dos estilistas.
Vender sim, mas com estilo
Nem Galliano, o mestre da moda conceitual, nem Tom Ford, o homem que colocou o marketing na moda sem qualquer pudor: os novos estilistas gaúchos querem que a moda exerça sua função básica que é vestir os corpos. Eles querem vender sim, mas o diferente. O que importa é atitude e estilo. Os novos estilistas não procuram mais a fama pela fama, querem um lugar ao sol para se expressar. Para isso, procuram desenvolver a criatividade. Uma das formas encontradas para buscar esse lugar no mundo da moda, são os cursos superiores de Moda espalhados pelo Brasil. No Rio Grande do Sul, a Universidade de Caxias do Sul foi a primeira a oferecer o curso, que já completa dez anos.
Cristiane Taufer e detalhe do seu trabalho de final de curso
Cristiane Taufer, 21 anos, está formada no curso de Tecnologia em Moda e Estilo da UCS há dois. Como a maioria dos novos estilistas, ela pretende ter uma marca própria, revolucionária, mas sem abusar muito das noções de estética do público. "Uma loja com design arrojado pode fazer até as pessoas terem medo de entrar", declara. Em seu trabalho de conclusão do curso, ela buscou anular as diferenças homem-mulher. Na sua futura coleção, ela pretende investir em recortes, sem deixar de lado a silhueta brasileira. Cristiane não procura com sua moda alcançar essa ou aquela tribo: "O mais alternativo é criar uma roupa que a pessoa consiga achar sua sintonia com ela, independente do estilo, sem estereótipos", e completa: "Os próprios burocratas da moda como John Galliano e Christian Dior ousam em suas coleções com o estilo streetwear; está tudo muito padronizado e o mercado pede coisas diferentes".
detalhe do trabalho de final de curso de Cristiane Taufer
Também formada pela UCS, Fergs Heinzelmann queria Publicidade, mas foi seduzida pela moda e a busca pelo belo. A estilista pensa que não adianta criar uma moda voltada para o comercial hoje em dia, que não atingirá o público. Fergs também considera que mesmo comercial, a moda não deixa de ser autoral, sempre é criação: "Nos trabalhos que eu faço, por exemplo, sempre tem alguma coisa de lúdico". Ela também pretende lançar uma marca própria: "A minha etiqueta seria roupa de adulto com cara de criança; roupas com uma certa ironia".
Anne Anicet é destaque nacional. Foi a única gaúcha selecionada em 2000 para participar da Fenit, I Prêmio de moda do Brasília Shopping e ficou entre os dez finalistas. Em março, ela foi convidada para participar do Salão Internacional da Moda. Começou a desenhar roupas pela falta de mercado de trabalho na área de artes. A relação de arte e moda para ela é a questão do processo criativo: "Moda não é simplesmente passar as tendências para o papel; é uma pesquisa, é uma criação tipicamente brasileira em que eu acredito". Anne aposta na sua criação e pesquisa para se diferenciar: "Acho que já tem bastante roupa básica de ótima qualidade e preço. O que é importante, mas faltam no mercado, são roupas diferenciadas, com um toque mais pessoal, que faça a pessoa se sentir não-massificada".
Para Anne, seu destaque na moda aconteceu exatamente por trabalhar com coisas diferentes. A maior parte das pessoas, segundo ela, não aceita a nova moda, mas acha que é pela criação que se cresce no mundo da moda de hoje. A estilista já abriu sua própria empresa e etiqueta
Mas ter estilo de vanguarda, como André Courrèges, Paco Rabanne e Emilio Pucci, não basta. É preciso conhecer o público que quer o diferente. A moda está virando cada vez mais uma imagem, um conceito, e a roupa propriamente dita é um artigo descartável, não apenas pela pouca durabilidade, mas também pelas constantes mudanças de tendências. Nesse contexto, investir trabalho em uma única peça não é mais vantajoso: o melhor é investir em uma imagem de marca ou de estilo. A primeira Maison da moda a usar isso foi a Channel, com Karl Lagerfeld; depois, Tom Ford na Yves-Saint-Laurent. Mas tanto a moda como a busca pela novidade surgiram como uma necessidade do homem de criar, necessidade que foi incentivada pelo capitalismo e sua ideologia, mas que não matou a imaginação dos estilistas.
Vender sim, mas com estilo
Nem Galliano, o mestre da moda conceitual, nem Tom Ford, o homem que colocou o marketing na moda sem qualquer pudor: os novos estilistas gaúchos querem que a moda exerça sua função básica que é vestir os corpos. Eles querem vender sim, mas o diferente. O que importa é atitude e estilo. Os novos estilistas não procuram mais a fama pela fama, querem um lugar ao sol para se expressar. Para isso, procuram desenvolver a criatividade. Uma das formas encontradas para buscar esse lugar no mundo da moda, são os cursos superiores de Moda espalhados pelo Brasil. No Rio Grande do Sul, a Universidade de Caxias do Sul foi a primeira a oferecer o curso, que já completa dez anos.
Cristiane Taufer e detalhe do seu trabalho de final de curso
Cristiane Taufer, 21 anos, está formada no curso de Tecnologia em Moda e Estilo da UCS há dois. Como a maioria dos novos estilistas, ela pretende ter uma marca própria, revolucionária, mas sem abusar muito das noções de estética do público. "Uma loja com design arrojado pode fazer até as pessoas terem medo de entrar", declara. Em seu trabalho de conclusão do curso, ela buscou anular as diferenças homem-mulher. Na sua futura coleção, ela pretende investir em recortes, sem deixar de lado a silhueta brasileira. Cristiane não procura com sua moda alcançar essa ou aquela tribo: "O mais alternativo é criar uma roupa que a pessoa consiga achar sua sintonia com ela, independente do estilo, sem estereótipos", e completa: "Os próprios burocratas da moda como John Galliano e Christian Dior ousam em suas coleções com o estilo streetwear; está tudo muito padronizado e o mercado pede coisas diferentes".
detalhe do trabalho de final de curso de Cristiane Taufer
Também formada pela UCS, Fergs Heinzelmann queria Publicidade, mas foi seduzida pela moda e a busca pelo belo. A estilista pensa que não adianta criar uma moda voltada para o comercial hoje em dia, que não atingirá o público. Fergs também considera que mesmo comercial, a moda não deixa de ser autoral, sempre é criação: "Nos trabalhos que eu faço, por exemplo, sempre tem alguma coisa de lúdico". Ela também pretende lançar uma marca própria: "A minha etiqueta seria roupa de adulto com cara de criança; roupas com uma certa ironia".
Anne Anicet é destaque nacional. Foi a única gaúcha selecionada em 2000 para participar da Fenit, I Prêmio de moda do Brasília Shopping e ficou entre os dez finalistas. Em março, ela foi convidada para participar do Salão Internacional da Moda. Começou a desenhar roupas pela falta de mercado de trabalho na área de artes. A relação de arte e moda para ela é a questão do processo criativo: "Moda não é simplesmente passar as tendências para o papel; é uma pesquisa, é uma criação tipicamente brasileira em que eu acredito". Anne aposta na sua criação e pesquisa para se diferenciar: "Acho que já tem bastante roupa básica de ótima qualidade e preço. O que é importante, mas faltam no mercado, são roupas diferenciadas, com um toque mais pessoal, que faça a pessoa se sentir não-massificada".
Para Anne, seu destaque na moda aconteceu exatamente por trabalhar com coisas diferentes. A maior parte das pessoas, segundo ela, não aceita a nova moda, mas acha que é pela criação que se cresce no mundo da moda de hoje. A estilista já abriu sua própria empresa e etiqueta
Titulo
Pesquisa e Criação em Moda
Autor
Iara Mesquita da Silva Braga *
Resumo
A moda é um setor de mercado complexo, de vasta abrangência de atividades e
significados. O atual profissional de moda deve ter a compreensão de que para a
construção de um produto de moda com qualidade, eficácia e aceitação no mercado é
necessário de constante atividade de pesquisa e investigação que abordem todos os
contextos relacionados à vida do consumidor e as condições para desenvolvimento da
produção.
Palavra-chave: pesquisa, planejamento, desenvolvimento de moda.
1.
As práticas das atividades de pesquisa devem ser consideradas importantes e
constantes, pois são através destas práticas e métodos de captação de informação é
que os profissionais de moda têm conteúdos para acompanhar as mudanças, observar
o comportamento de seus potenciais consumidores e assim poderem transformar os
desejos imaginários em produtos concretos.
Tal afirmação é corroborada por Treptow (2007), ao definir que a pesquisa de
moda é um trabalho que exige disciplina e técnica, para que o profissional de criação
possa descobrir, ver e registrar o que está nas ruas, vitrines, feiras, revistas e desfiles e também compreender o que está no imaginário dos consumidores.
A pesquisa é importante na construção do conhecimento, na consolidação da
aprendizagem, na fundamentação teórica e prática de uma idéia ou pensamento.
O designer de moda deve ter a prática da pesquisa para que possa dar
fundamentação as suas idéias, por meio dos métodos tenham condições de obter
informações de diversas fontes sobre o que já foi feito, criado e produzido, quais as
linhas de criação já elaboradas, conhecer os diferentes tipos de matérias-primas já
desenvolvidas, qual a linguagem mais adequada de ser utilizada ou inserida na
montagem de um vestuário ou de toda uma coleção.
Digamos que a moda utiliza de vários métodos de pesquisas entre eles citamos o
estudo bibliográfico, que consiste na informação teórica dos autores, os significados e as técnicas anteriormente definidos pela moda, a investigação planejada e processual
que seguem rigorosas técnicas e normas de observação do comportamento humano
em reação as mudanças econômicas, culturais e sociais, avaliando os seus valores e
comportamentos de compra e sua freqüência de consumo.
Introdução
Actas de Diseño. Facultad de Diseño y Comunicación. Universidad de Palermo. ISSN 1850-2032
Diseño en Palermo. Encuentro Latinoamericano de Diseño.
Observar e ver o que há de produto no mercado com a finalidade de atender aos
seus potenciais consumidores.
2. A importância de pesquisas experimentais de processos
Para além da investigação do comportamento e mudanças das atividades diárias
dos seres humanos, o designer de moda para transpor as informações obtidas em
produtos passa a desenvolver pesquisas experimentais à medida que necessita
encontrar uma forma material e concreta de transformar o imaginário em peças de
vestuário e conseguir dar respostas aos desejos de seus potenciais consumidores.
Para conseguir chegar ao produto final o designer planeja inúmeras etapas de
experimentos, através de atividades em aplicar técnicas e amostras de tentativas e
erros, até chegar a um resultado desejável.
À medida que realiza inúmeras combinações de desenhos, elementos de harmonia
e desarmonia na composição das peças ao aplicar e usar formas, linhas e curvas, ao
combinar as cores, texturas, nuance. A observação do comportamento dos materiais
(tecidos ou malha) ao cobrir o corpo, preocupando-se com os pormenores de caimento
para que assim avalie de que forma deve ser aplicado para a confecção da peça ideal.
Os processos experimentais que o designer deve desenvolver, para além das
investigações acima descritas, têm que conhecer a importância e a co-relação de
todas as etapas do processo, pois desde a criação dos desenhos até a produção e
confecção das peças, todas estas fases não deixam de ser uma intensa e constante
investigação onde o resultado real só se saberá quando o produto é colocado no
mercado.
E dependendo da reação do consumidor aos produtos poder-se-á afirmar se
a experiência foi positiva ou negativa.
Todo esse processo descrito, alguns autores como Treptow (2007) e Jones (2005)
definem como a etapa inicial ou que antecede o planejamento de coleções.
3. Etapas para elaboração de um projeto de moda
Este estudo utiliza a seqüência de divisão de etapas de desenvolvimento de
produto de moda tomando como base o método utilizado por Treptow e corroborado
por autores de marketing e de desenvolvimento de novos produtos.
Treptow (2007) divide a Pesquisa de Moda em seis tipos de pesquisa: de
comportamento, de tendências, tecnológicas, de mercado, de vocações regionais e
temas de coleções.
•
Pesquisa de comportamento: consiste no estudo de observação e análise
do comportamento e atividades do ser humano frente aos acontecimentos
intrínsecos a dinâmica diária no ambiente em que vive, pois tais reações
Actas de Diseño. Facultad de Diseño y Comunicación. Universidad de Palermo. ISSN 1850-2032
Diseño en Palermo. Encuentro Latinoamericano de Diseño.
•
são tomadas de acordo com suas características culturais, sociais,
pessoais e psicológicas.
Avaliando estas dinâmicas de comportamento a indústria com o apoio dos
setores de marketing tem vindo a concluir que estão inter-relacionadas nos
motivos de compras das pessoas.
Através do estudo de comportamento dos diferentes consumidores é que a
indústria da moda tem vindo a desenvolver estratégias de segmentação do
mercado, ou seja, dividir os diferentes perfis de consumidores para que
desta maneira possa melhor direcionar o desenvolvimento de seus
produtos, a criação das coleções e todo o mix de comunicação.
Tais idéias são afirmadas por Kotler e Amstrog (2003), segmentação de mercado é
conhecer os diferentes grupos de compradores e definir qual o consumidor-
alvo da empresa para assim construir conexões fortes e lucrativas
ofertando produtos e campanhas que atenda e satisfaça seus desejos e
necessidades.
Pesquisa de tendências: consiste na construção de conceitos e idéias
através da coleta de informações da investigação de comportamento.
A indústria têxtil transforma as informações em conjuntos de elementos, a
cerca de perfis, estilos que serão tendências ou organizar características e
elementos para cada perfil de estilo de vida diferente.
Esta organização define-se na construção de painéis com temas, onde consta de cartela de cores, cartela de materiais: tecidos, aviamentos, texturas; desenhos e
imagens que transmitam o conceito da tendência em formas, curvas, linhas e imagens.
Normalmente esta atividade de construção do caderno de tendências, que
é a tradução do comportamento das pessoas em cores, texturas, forma,
imagens e materiais, é realizada por Beraux de estilo, ou pelos setores de
marketing da indústria de têxteis e fios.
O profissional diretamente responsável pro tais atividades, é o “cool hunters” ou caçador de tendências. Jones (2005) denomina tal atividade como previsão de moda.
As previsões são construídas mediante exaustivas pesquisas estatísticas
para medir a popularidade relativa de tecidos, core detalhes e formas.
As empresas contratam profissionais responsáveis em perceber as tendências
as tendências em suas fases iniciais e em predizer especificações sobre os
principais estilos emergentes, com previsões e sugestões para a próxima
estação e como se adequarão aos produtos para atender as necessidades
das previsões do mercado.
Pesquisas e tecnologias: consiste na constante investigação dos institutos
de pesquisa e ciências e fornecedores da indústria têxtil com a finalidade
de obter informações sobre as inovações tecnológicas que estão sendo
desenvolvidas e comercializadas nos diferentes setores da cadeia têxtil.
Jones (2005) afirma que o atual design de moda deve informar-se de quais
as tecnologias existentes na empresa em que trabalha e saber se as
inovações são aplicáveis a sua realidade: tipo de produto, linha de
produção, tipos de materiais e perfil do consumidor.
Pois com o conhecimento das inovações tecnológicas e com sua aplicação
de forma coerente nas etapas de desenvolvimento do produto de moda tem
dado importante contribuição ao trabalho do designer e na agilidade em
ofertar produtos aos consumidores.
A implementação dos CAD’s (computer aided designer) torna mais rápido
os processos de criação e ilustração da coleção; facilitam o desenho,
encaixe, graduação e impressão das modelagens e a criação de estampas.
Enquanto que os CAM’s (computer aided manufacture) automatiza a linha
de produção.
Com a implementação de inovações como os pontos-de-vendas eletrônicos
e o sistema universal de código de barras faz com que os fornecedores
acompanhe, de forma automatizada, todo o movimento de produção e
vendas da empresa facilitando a reposição das mercadorias, de maneira a
dar respostas as demandas e desejos do mercado consumidor muito mais
rápido e eficiente.
Pesquisa de mercado: consiste na coleta de informações a cerca dos
potenciais consumidores, dos concorrentes diretos e indiretos, dos
revendedores e de todos os outros setores envolvidos no mercado de
moda.
Observar,consumidores, suas mudanças de atitudes e seus comportamentos é
atualizar o banco de dados da empresa, avaliar os resultados das últimas
campanhas, das últimas coleções, analisar e prever os desejos e entender
suas necessidades.
Estudar consumidores dar possibilidades de conhecer e saber que ainda
existem alguns que não conhecem os produtos da empresa e que podem
ser conquistados.
Já a observação dos concorrentes diretos é importante na obtenção de
informações sobre os tipos de produtos que desenvolvem quais os preços,
coletar
características
e
elementos
relacionados
aos
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Diseño en Palermo. Encuentro Latinoamericano de Diseño.
de
estratégias
que proporcionam
diferencial
•
a localização do ponto de venda, quais os apelos e conceitos das
campanhas publicitárias, que tipos de tecnologias aplicam na empresa ou
nos produtos e qual o conceito agregado ao produto. Tais dados
possibilitam tomadas de decisões importantes de como a empresa deve se
posicionar no mercado e quais as estratégias a traçar de forma a manter-se
no mercado com uma considerável vantagem competitiva.
O designer de moda tem que está atento aos movimentos do mercado e do
segmento ou nicho a que pertence para que esteja atualizado. As atuais
empresas de moda baseiam-se nas investigações do mercado de forma a
lançarem bons produtos, desenvolverem programas de marketing e
campanhas publicitárias que vá de acordo com o perfil e necessidades de
seu público-alvo.
Kotler e Amstrong (2003) corrobora tal afirmação ao citar que a busca por
informação, através da pesquisa de mercado, são importantes ferramentas
de
desenvolvimento
competitividade para as empresas.
Além de competitividade e melhoria no relacionamento com seu público-
alvo, os objetivos da pesquisa de mercado é avaliar o posicionamento da
empresa com seus concorrentes e na utilização como elemento
fundamental na previsão de oportunidades e ameaças.
Muitas informações podem ser coletadas através dos próprios funcionários
da empresa – principalmente os vendedores, por estarem em contato direto
com os consumidores.
As revelações de dados, características e elementos dos concorrentes
podem ser adquiridos por meio de suas publicações empresariais e de
negócios, através das campanhas e materiais publicitários, nos sites de
negociações e ofertas, nos release e descrições das coleções, entre outros.
Portanto, entende-se que a indústria da moda é um dos setores mais
competitivos e para uma empresa manter-se em vantagem em relação aos
seus concorrentes é necessário que o designer e o setor de marketing
estejam em constante busca de dados, notícias e novidades do mercado.
Vocações regionais: consiste na coleta de dados e características de
vocações profissionais, capacidade de produção e obtenção de matéria-
prima específica.
Com o aumento da concorrência após a abertura dos mercados e a
globalização, a indústria da moda tem utilizado dos conhecimentos
adquiridos através destas pesquisas como elementos de diferenciação. A
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Diseño en Palermo. Encuentro Latinoamericano de Diseño.
•
pesquisa de vocações regionais dar subsídios ao designer para o
desenvolvimento de produtos com aplicação de elementos étnicos, culturais
e artesanais como forma de agregação de valor diferenciado.
Temas de coleções: consiste na seleção do conceito, estilo, elementos e
imagens coletadas através da pesquisa de tendências, com os elementos
de previsão do que poderá ser usado e agregado aos produtos de moda,
estabelecendo formas, cores, imagens de convergência com os dados
adquiridos na pesquisa.
A compilação de todas as informações da pesquisa são organizadas em
painéis e é através das características que compõe os tais painéis de
tendências, é que o designer de moda extrai, agrupa e direciona para a
formação da coleção, ou seja, ajusta um série de idéias com uma linha
estética comum.
Os desenhos e ilustrações são elaborados com base nos elementos e
princípios do design, nas cores, tecidos a serem aplicados na composição
do visual desejado do tema.
Portanto, o designer de moda ao utilizar os elementos das tendências para
a criação do tema de uma coleção, está a confirmar através dos produtos,
as previsões de mercado.
4. Conclusão
Conclui-se, então, que o designer de moda para o desenvolvimento de um
planejamento de coleções necessita ter a capacidade de pesquisar, analisar e captar
as mudanças, as inovações, os problemas e as necessidades do mercado
consumidor. Através das observações e sentimentos deve comunicar e sintetizar as
idéias de forma criativa como a agregação e conversão de elementos para resolver e
solucionar em forma de produtos de moda e a prática da pesquisa vem a ser uma
ferramenta de auxílio e embasamento para a construção e elaboração destes
processos.
Pesquisa e Criação em Moda
Autor
Iara Mesquita da Silva Braga *
Resumo
A moda é um setor de mercado complexo, de vasta abrangência de atividades e
significados. O atual profissional de moda deve ter a compreensão de que para a
construção de um produto de moda com qualidade, eficácia e aceitação no mercado é
necessário de constante atividade de pesquisa e investigação que abordem todos os
contextos relacionados à vida do consumidor e as condições para desenvolvimento da
produção.
Palavra-chave: pesquisa, planejamento, desenvolvimento de moda.
1.
As práticas das atividades de pesquisa devem ser consideradas importantes e
constantes, pois são através destas práticas e métodos de captação de informação é
que os profissionais de moda têm conteúdos para acompanhar as mudanças, observar
o comportamento de seus potenciais consumidores e assim poderem transformar os
desejos imaginários em produtos concretos.
Tal afirmação é corroborada por Treptow (2007), ao definir que a pesquisa de
moda é um trabalho que exige disciplina e técnica, para que o profissional de criação
possa descobrir, ver e registrar o que está nas ruas, vitrines, feiras, revistas e desfiles e também compreender o que está no imaginário dos consumidores.
A pesquisa é importante na construção do conhecimento, na consolidação da
aprendizagem, na fundamentação teórica e prática de uma idéia ou pensamento.
O designer de moda deve ter a prática da pesquisa para que possa dar
fundamentação as suas idéias, por meio dos métodos tenham condições de obter
informações de diversas fontes sobre o que já foi feito, criado e produzido, quais as
linhas de criação já elaboradas, conhecer os diferentes tipos de matérias-primas já
desenvolvidas, qual a linguagem mais adequada de ser utilizada ou inserida na
montagem de um vestuário ou de toda uma coleção.
Digamos que a moda utiliza de vários métodos de pesquisas entre eles citamos o
estudo bibliográfico, que consiste na informação teórica dos autores, os significados e as técnicas anteriormente definidos pela moda, a investigação planejada e processual
que seguem rigorosas técnicas e normas de observação do comportamento humano
em reação as mudanças econômicas, culturais e sociais, avaliando os seus valores e
comportamentos de compra e sua freqüência de consumo.
Introdução
Actas de Diseño. Facultad de Diseño y Comunicación. Universidad de Palermo. ISSN 1850-2032
Diseño en Palermo. Encuentro Latinoamericano de Diseño.
Observar e ver o que há de produto no mercado com a finalidade de atender aos
seus potenciais consumidores.
2. A importância de pesquisas experimentais de processos
Para além da investigação do comportamento e mudanças das atividades diárias
dos seres humanos, o designer de moda para transpor as informações obtidas em
produtos passa a desenvolver pesquisas experimentais à medida que necessita
encontrar uma forma material e concreta de transformar o imaginário em peças de
vestuário e conseguir dar respostas aos desejos de seus potenciais consumidores.
Para conseguir chegar ao produto final o designer planeja inúmeras etapas de
experimentos, através de atividades em aplicar técnicas e amostras de tentativas e
erros, até chegar a um resultado desejável.
À medida que realiza inúmeras combinações de desenhos, elementos de harmonia
e desarmonia na composição das peças ao aplicar e usar formas, linhas e curvas, ao
combinar as cores, texturas, nuance. A observação do comportamento dos materiais
(tecidos ou malha) ao cobrir o corpo, preocupando-se com os pormenores de caimento
para que assim avalie de que forma deve ser aplicado para a confecção da peça ideal.
Os processos experimentais que o designer deve desenvolver, para além das
investigações acima descritas, têm que conhecer a importância e a co-relação de
todas as etapas do processo, pois desde a criação dos desenhos até a produção e
confecção das peças, todas estas fases não deixam de ser uma intensa e constante
investigação onde o resultado real só se saberá quando o produto é colocado no
mercado.
E dependendo da reação do consumidor aos produtos poder-se-á afirmar se
a experiência foi positiva ou negativa.
Todo esse processo descrito, alguns autores como Treptow (2007) e Jones (2005)
definem como a etapa inicial ou que antecede o planejamento de coleções.
3. Etapas para elaboração de um projeto de moda
Este estudo utiliza a seqüência de divisão de etapas de desenvolvimento de
produto de moda tomando como base o método utilizado por Treptow e corroborado
por autores de marketing e de desenvolvimento de novos produtos.
Treptow (2007) divide a Pesquisa de Moda em seis tipos de pesquisa: de
comportamento, de tendências, tecnológicas, de mercado, de vocações regionais e
temas de coleções.
•
Pesquisa de comportamento: consiste no estudo de observação e análise
do comportamento e atividades do ser humano frente aos acontecimentos
intrínsecos a dinâmica diária no ambiente em que vive, pois tais reações
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Diseño en Palermo. Encuentro Latinoamericano de Diseño.
•
são tomadas de acordo com suas características culturais, sociais,
pessoais e psicológicas.
Avaliando estas dinâmicas de comportamento a indústria com o apoio dos
setores de marketing tem vindo a concluir que estão inter-relacionadas nos
motivos de compras das pessoas.
Através do estudo de comportamento dos diferentes consumidores é que a
indústria da moda tem vindo a desenvolver estratégias de segmentação do
mercado, ou seja, dividir os diferentes perfis de consumidores para que
desta maneira possa melhor direcionar o desenvolvimento de seus
produtos, a criação das coleções e todo o mix de comunicação.
Tais idéias são afirmadas por Kotler e Amstrog (2003), segmentação de mercado é
conhecer os diferentes grupos de compradores e definir qual o consumidor-
alvo da empresa para assim construir conexões fortes e lucrativas
ofertando produtos e campanhas que atenda e satisfaça seus desejos e
necessidades.
Pesquisa de tendências: consiste na construção de conceitos e idéias
através da coleta de informações da investigação de comportamento.
A indústria têxtil transforma as informações em conjuntos de elementos, a
cerca de perfis, estilos que serão tendências ou organizar características e
elementos para cada perfil de estilo de vida diferente.
Esta organização define-se na construção de painéis com temas, onde consta de cartela de cores, cartela de materiais: tecidos, aviamentos, texturas; desenhos e
imagens que transmitam o conceito da tendência em formas, curvas, linhas e imagens.
Normalmente esta atividade de construção do caderno de tendências, que
é a tradução do comportamento das pessoas em cores, texturas, forma,
imagens e materiais, é realizada por Beraux de estilo, ou pelos setores de
marketing da indústria de têxteis e fios.
O profissional diretamente responsável pro tais atividades, é o “cool hunters” ou caçador de tendências. Jones (2005) denomina tal atividade como previsão de moda.
As previsões são construídas mediante exaustivas pesquisas estatísticas
para medir a popularidade relativa de tecidos, core detalhes e formas.
As empresas contratam profissionais responsáveis em perceber as tendências
as tendências em suas fases iniciais e em predizer especificações sobre os
principais estilos emergentes, com previsões e sugestões para a próxima
estação e como se adequarão aos produtos para atender as necessidades
das previsões do mercado.
Pesquisas e tecnologias: consiste na constante investigação dos institutos
de pesquisa e ciências e fornecedores da indústria têxtil com a finalidade
de obter informações sobre as inovações tecnológicas que estão sendo
desenvolvidas e comercializadas nos diferentes setores da cadeia têxtil.
Jones (2005) afirma que o atual design de moda deve informar-se de quais
as tecnologias existentes na empresa em que trabalha e saber se as
inovações são aplicáveis a sua realidade: tipo de produto, linha de
produção, tipos de materiais e perfil do consumidor.
Pois com o conhecimento das inovações tecnológicas e com sua aplicação
de forma coerente nas etapas de desenvolvimento do produto de moda tem
dado importante contribuição ao trabalho do designer e na agilidade em
ofertar produtos aos consumidores.
A implementação dos CAD’s (computer aided designer) torna mais rápido
os processos de criação e ilustração da coleção; facilitam o desenho,
encaixe, graduação e impressão das modelagens e a criação de estampas.
Enquanto que os CAM’s (computer aided manufacture) automatiza a linha
de produção.
Com a implementação de inovações como os pontos-de-vendas eletrônicos
e o sistema universal de código de barras faz com que os fornecedores
acompanhe, de forma automatizada, todo o movimento de produção e
vendas da empresa facilitando a reposição das mercadorias, de maneira a
dar respostas as demandas e desejos do mercado consumidor muito mais
rápido e eficiente.
Pesquisa de mercado: consiste na coleta de informações a cerca dos
potenciais consumidores, dos concorrentes diretos e indiretos, dos
revendedores e de todos os outros setores envolvidos no mercado de
moda.
Observar,consumidores, suas mudanças de atitudes e seus comportamentos é
atualizar o banco de dados da empresa, avaliar os resultados das últimas
campanhas, das últimas coleções, analisar e prever os desejos e entender
suas necessidades.
Estudar consumidores dar possibilidades de conhecer e saber que ainda
existem alguns que não conhecem os produtos da empresa e que podem
ser conquistados.
Já a observação dos concorrentes diretos é importante na obtenção de
informações sobre os tipos de produtos que desenvolvem quais os preços,
coletar
características
e
elementos
relacionados
aos
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de
estratégias
que proporcionam
diferencial
•
a localização do ponto de venda, quais os apelos e conceitos das
campanhas publicitárias, que tipos de tecnologias aplicam na empresa ou
nos produtos e qual o conceito agregado ao produto. Tais dados
possibilitam tomadas de decisões importantes de como a empresa deve se
posicionar no mercado e quais as estratégias a traçar de forma a manter-se
no mercado com uma considerável vantagem competitiva.
O designer de moda tem que está atento aos movimentos do mercado e do
segmento ou nicho a que pertence para que esteja atualizado. As atuais
empresas de moda baseiam-se nas investigações do mercado de forma a
lançarem bons produtos, desenvolverem programas de marketing e
campanhas publicitárias que vá de acordo com o perfil e necessidades de
seu público-alvo.
Kotler e Amstrong (2003) corrobora tal afirmação ao citar que a busca por
informação, através da pesquisa de mercado, são importantes ferramentas
de
desenvolvimento
competitividade para as empresas.
Além de competitividade e melhoria no relacionamento com seu público-
alvo, os objetivos da pesquisa de mercado é avaliar o posicionamento da
empresa com seus concorrentes e na utilização como elemento
fundamental na previsão de oportunidades e ameaças.
Muitas informações podem ser coletadas através dos próprios funcionários
da empresa – principalmente os vendedores, por estarem em contato direto
com os consumidores.
As revelações de dados, características e elementos dos concorrentes
podem ser adquiridos por meio de suas publicações empresariais e de
negócios, através das campanhas e materiais publicitários, nos sites de
negociações e ofertas, nos release e descrições das coleções, entre outros.
Portanto, entende-se que a indústria da moda é um dos setores mais
competitivos e para uma empresa manter-se em vantagem em relação aos
seus concorrentes é necessário que o designer e o setor de marketing
estejam em constante busca de dados, notícias e novidades do mercado.
Vocações regionais: consiste na coleta de dados e características de
vocações profissionais, capacidade de produção e obtenção de matéria-
prima específica.
Com o aumento da concorrência após a abertura dos mercados e a
globalização, a indústria da moda tem utilizado dos conhecimentos
adquiridos através destas pesquisas como elementos de diferenciação. A
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pesquisa de vocações regionais dar subsídios ao designer para o
desenvolvimento de produtos com aplicação de elementos étnicos, culturais
e artesanais como forma de agregação de valor diferenciado.
Temas de coleções: consiste na seleção do conceito, estilo, elementos e
imagens coletadas através da pesquisa de tendências, com os elementos
de previsão do que poderá ser usado e agregado aos produtos de moda,
estabelecendo formas, cores, imagens de convergência com os dados
adquiridos na pesquisa.
A compilação de todas as informações da pesquisa são organizadas em
painéis e é através das características que compõe os tais painéis de
tendências, é que o designer de moda extrai, agrupa e direciona para a
formação da coleção, ou seja, ajusta um série de idéias com uma linha
estética comum.
Os desenhos e ilustrações são elaborados com base nos elementos e
princípios do design, nas cores, tecidos a serem aplicados na composição
do visual desejado do tema.
Portanto, o designer de moda ao utilizar os elementos das tendências para
a criação do tema de uma coleção, está a confirmar através dos produtos,
as previsões de mercado.
4. Conclusão
Conclui-se, então, que o designer de moda para o desenvolvimento de um
planejamento de coleções necessita ter a capacidade de pesquisar, analisar e captar
as mudanças, as inovações, os problemas e as necessidades do mercado
consumidor. Através das observações e sentimentos deve comunicar e sintetizar as
idéias de forma criativa como a agregação e conversão de elementos para resolver e
solucionar em forma de produtos de moda e a prática da pesquisa vem a ser uma
ferramenta de auxílio e embasamento para a construção e elaboração destes
processos.
O Processo de Criação
Vamos falar um pouco de criação e design de moda e compartilhar as angústias e prazeres do processo criativo, que nós estilistas conhecemos tão bem, pois passamos por isso a cada novo projeto.
Muitos estudantes de moda e até profissionais tremem na base só de pensar no desafio que é criar uma coleção de moda. Porém, o processo de criação de cada estilista pode variar muito e não há formulas prontas para isso.
O estilista precisa enxergar além da roupa, pois a combinação novas texturas, estampas, tecidos, temas e materiais é que realmente faz a grande diferença em uma coleção de moda.0
Mas de onde chegam tantas idéias?
Existem várias maneiras de desenvolver uma coleção de moda. O primeiro passo é pesquisar temas e tendências e depois colocar todas as idéias no papel. Mas como eu já falei, não há uma formula e nem todos os profissionais percorrem os mesmos caminhos.
Alguns estilistas baseiam suas criações no passado, recorrendo à história do vestuário. Outros, se inspiram em estudos da história da arte antiga para começar seu processo de criação e usam imagens do cenário artístico como inspiração para elaborar o conceito das suas coleções.
Alguns profissionais pesquisam os materiais que vão ser usados na próxima coleção e mantém em seu escritório um quadro visual de fotos e imagens para seguir o caminho do tema da sua coleção.
Ostrower (1987) diz a respeito do processo de criação:
“Criar é, basicamente, formar. É poder dar uma forma a algo novo. Em qualquer que seja o campo de atividade, trata-se, nesse ‘novo’, de novas coerências que se estabelecem para a mente humana, fenômenos relacionados de modo novo e compreendidos em termos novos. O ato criador abrange, portanto, a capacidade de compreender; e esta, por sua vez, a de relacionar, ordenar, configurar, significar.” (OSTROWER, 1987).
A criação tem um papel muito importante em qualquer segmento ligado à moda, pois é importante interpretar as tendências de moda de maneira original e criativa, filtrando as informações impostas pela indústria da moda. A pesquisa deve ser feita em várias fontes, para que se tenha base para criar peças com viabilidade comercial e de acordo com estética atual.
O trabalho de criação consiste em chegar a uma idéia que esteja de acordo com a proposta e o tema escolhido e procurar a melhor forma de exteriorizar esta idéia, levando em conta fatores como o público-alvo, o mercado, os recursos tecnológicos e financeiros. A criação voltada para o mercado de consumo deve apresentar a característica de ser útil para a empresa e benéfica para a sociedade.
O design é uma forma de agregar valor ao produto, sendo refletido no aspecto estético. Porém, o design não se limita apenas ao aspecto estético, mas busca otimizar todo o processo de produção. O designer de moda tem a função de desenvolver um estilo compatível com a marca, definindo estratégias de mercado, de criação e de produção de novas linhas de produtos.
Vamos falar um pouco de criação e design de moda e compartilhar as angústias e prazeres do processo criativo, que nós estilistas conhecemos tão bem, pois passamos por isso a cada novo projeto.
Muitos estudantes de moda e até profissionais tremem na base só de pensar no desafio que é criar uma coleção de moda. Porém, o processo de criação de cada estilista pode variar muito e não há formulas prontas para isso.
O estilista precisa enxergar além da roupa, pois a combinação novas texturas, estampas, tecidos, temas e materiais é que realmente faz a grande diferença em uma coleção de moda.0
Mas de onde chegam tantas idéias?
Existem várias maneiras de desenvolver uma coleção de moda. O primeiro passo é pesquisar temas e tendências e depois colocar todas as idéias no papel. Mas como eu já falei, não há uma formula e nem todos os profissionais percorrem os mesmos caminhos.
Alguns estilistas baseiam suas criações no passado, recorrendo à história do vestuário. Outros, se inspiram em estudos da história da arte antiga para começar seu processo de criação e usam imagens do cenário artístico como inspiração para elaborar o conceito das suas coleções.
Alguns profissionais pesquisam os materiais que vão ser usados na próxima coleção e mantém em seu escritório um quadro visual de fotos e imagens para seguir o caminho do tema da sua coleção.
Ostrower (1987) diz a respeito do processo de criação:
“Criar é, basicamente, formar. É poder dar uma forma a algo novo. Em qualquer que seja o campo de atividade, trata-se, nesse ‘novo’, de novas coerências que se estabelecem para a mente humana, fenômenos relacionados de modo novo e compreendidos em termos novos. O ato criador abrange, portanto, a capacidade de compreender; e esta, por sua vez, a de relacionar, ordenar, configurar, significar.” (OSTROWER, 1987).
A criação tem um papel muito importante em qualquer segmento ligado à moda, pois é importante interpretar as tendências de moda de maneira original e criativa, filtrando as informações impostas pela indústria da moda. A pesquisa deve ser feita em várias fontes, para que se tenha base para criar peças com viabilidade comercial e de acordo com estética atual.
O trabalho de criação consiste em chegar a uma idéia que esteja de acordo com a proposta e o tema escolhido e procurar a melhor forma de exteriorizar esta idéia, levando em conta fatores como o público-alvo, o mercado, os recursos tecnológicos e financeiros. A criação voltada para o mercado de consumo deve apresentar a característica de ser útil para a empresa e benéfica para a sociedade.
O design é uma forma de agregar valor ao produto, sendo refletido no aspecto estético. Porém, o design não se limita apenas ao aspecto estético, mas busca otimizar todo o processo de produção. O designer de moda tem a função de desenvolver um estilo compatível com a marca, definindo estratégias de mercado, de criação e de produção de novas linhas de produtos.
Para quem só compra moda, ou seja, os consumidores, não faz nem idéia da complexidade que envolve a criação e o desenvolvimento de novos produtos de moda. A cada estação é fácil perceber que há novos produtos extremamente criativos e diferenciados, mas talvez muitos nunca pararam para pensar de onde vem essa criatividade e como os estilistas/designer “adivinham” o que vamos querer usar na próxima estação, já que muitos produtos são desenvolvidos com antecedência de até um ano.
Quem escolhe essa carreira tem que ter mais do habilidades técnicas para desenho ou modelagem ou “bom gosto”. Criar novos produtos, sejam eles de vestuário, acessórios, calçados ou até mesmo decoração e outros tantos tipos requer uma atenta observação da sociedade e de tudo o que acontece ao nosso redor.
Essas pessoas precisam desenvolver uma sensibilidade para perceber os mínimos movimentos que estão transformando a cultura – música, cinema, comportamento, artes -, a economia e os valores das pessoas. Tudo isso influencia a moda e conseqüentemente vira objeto de estudo das pessoas que criam moda.
Esses dias lia um texto que falava sobre tendências e ali estava escrito: “A pesquisa de tendências é uma atividade que tem de lidar com as capacidades de percepção e de leitura de sinais da sociedade, quase sempre incipientes, tendo como limites os interesses e as possibilidades dos parceiros da indústria” e ainda “O estudo do comportamento dos consumidores deveria ser o início e o fim do processo de identificação de novas tendências”.
Por aí percebe-se que a criatividade dos estilistas e designers não vêm de uma inspiração divina, mas como se diz por aí, de muita “transpiração”. Muita informação é necessária. Até aí, tudo bem, informação é o que não nos falta nos dias de hoje. O grande desafio é filtrar tudo isso e saber como usar, concorda? E é aí que mora o talento do designer. Conseguir filtrar toda essa informação e conseguir criar, a partir desses elementos, um produto de moda que todo mundo vai querer usar na próxima estação, sem esquecer da capacidade da indústria, dos novos tecidos, do custo…
A pesquisa
Como comentado acima, informação não nos falta ao nosso redor, é só saber olhar. E isso é real, quando se está antenado, muitas referências podem se tornar inspiração. Mas, por outro lado, muitas vezes é necessário volume de informação e também um olhar diferente que, convenhamos, se estamos sempre no mesmo lugar a tendência é que num determinado momento não consigamos mais enxergar coisas diferentes. Por isso, viajar pode ser interessante. Não por sair apenas, mas por olhar com outros olhos ao voltar.
Para quem trabalha com moda, viagens de pesquisa são freqüentes, principalmente para grandes cidades do mundo. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, uma viagem dessa não serve apenas para fazer fotos das vitrines, como é costume de muitos profissionais desse ramo. Nessas cidades, muitas tendências começam, muitos novos comportamentos que vão influenciar mais tarde as nossas regiões iniciam e muitos novos valores e desejos são despertados.
Isso é que faz tão importante uma viagem a Paris, por exemplo, tão importante para um profissional de moda. Olhar a vitrines, sim. Entrar nas lojas para ver quais as novas coleções, sem dúvida. Mas o fundamental é tentar compreender um pouco mais da cultura daquela região e como tudo isso se reflete no modo como as pessoas vivem, se vestem e se relacionam. A partir daí será fácil buscar inspiração para criar, não para os franceses, mas para brasileiros, catarinenses ou brusquenses.
Os bastidores e as passarelas da moda
Em recente viagem a Paris com o objetivo de pesquisar moda foi possível colocar em prática as questões mencionadas acima. Muito além de olhar vitrines para pesquisas as tendências, pôde-se incluir aí visitas a museus e galerias que traziam exposições de moda, arte e fotografia (as grandes exposições costumam influenciar estilistas em temas para as próximas coleções) como a do artista contemporâneo Jeff Koons em Versailles (um choque cultural!!
As obras do artista super contemporâneas expostas no ambiente rococó do Chateau de Versailles), a do fotógrafo Richard Avedon, a homenagem aos 45 anos de carreira do estilista italiano Valentino no Louvre e a exposição da dupla de estilistas Viktor&Rolf no Barbican Gallery em Londres.
Além disso, buscou-se informação nas feiras têxteis que estavam acontecendo por lá como a Première Vision, Expofil e Mod’Amont, mas o mais interessante de tudo foram as referências trazidas da cultura e comportamento, ou seja, a forma como as pessoas vivem e andam na rua. E então foi possível observar tudo isso em dois momentos: as pessoas “normais” no dia-a-dia e os fashionistas (pessoas que trabalham com moda ou que tem alguma relação com o mundo da moda) durante a cobertura das semanas de moda internacionais de Londres e Paris. Nas grandes cidades, as pessoas na rua investem mais em seu estilo próprio e não estão (ou estão) tão preocupadas com o que os outros vão dizer.
Confiam no seu feeling e, talvez pela diversidade presente na própria cidade a partir de culturas, povos e valores tão distintos convivendo juntos, o que se vê como resultado final são composições muito interessantes. Já os fashionistas transformam os desfiles numa grande passarela: não só aquela em que são apresentadas as novas coleções dos grandes criadores, mas também o backstage e a platéia (com direito a celebridades que fazem de tudo para chamar atenção) onde aparecem as pessoas antenadas vestindo aquilo que ainda será visto na passarela e que estará nas ruas de verdade algum tempo depois.
E o que se pode concluir de tudo isso? Bem, assim tudo parece muito fácil, mas nem tudo transcorre de forma tranqüila. O importante é que se compreenda que não existe um outro mundo de onde venham as coisas prontas, sejam elas as inovações e as novas criações. Esse é o nosso mundo e é dele que se busca inspiração para criar e viver. Para transformar, basta olhar com outros olhos e valorizar tudo o que está ao seu redor!
Quem escolhe essa carreira tem que ter mais do habilidades técnicas para desenho ou modelagem ou “bom gosto”. Criar novos produtos, sejam eles de vestuário, acessórios, calçados ou até mesmo decoração e outros tantos tipos requer uma atenta observação da sociedade e de tudo o que acontece ao nosso redor.
Essas pessoas precisam desenvolver uma sensibilidade para perceber os mínimos movimentos que estão transformando a cultura – música, cinema, comportamento, artes -, a economia e os valores das pessoas. Tudo isso influencia a moda e conseqüentemente vira objeto de estudo das pessoas que criam moda.
Esses dias lia um texto que falava sobre tendências e ali estava escrito: “A pesquisa de tendências é uma atividade que tem de lidar com as capacidades de percepção e de leitura de sinais da sociedade, quase sempre incipientes, tendo como limites os interesses e as possibilidades dos parceiros da indústria” e ainda “O estudo do comportamento dos consumidores deveria ser o início e o fim do processo de identificação de novas tendências”.
Por aí percebe-se que a criatividade dos estilistas e designers não vêm de uma inspiração divina, mas como se diz por aí, de muita “transpiração”. Muita informação é necessária. Até aí, tudo bem, informação é o que não nos falta nos dias de hoje. O grande desafio é filtrar tudo isso e saber como usar, concorda? E é aí que mora o talento do designer. Conseguir filtrar toda essa informação e conseguir criar, a partir desses elementos, um produto de moda que todo mundo vai querer usar na próxima estação, sem esquecer da capacidade da indústria, dos novos tecidos, do custo…
A pesquisa
Como comentado acima, informação não nos falta ao nosso redor, é só saber olhar. E isso é real, quando se está antenado, muitas referências podem se tornar inspiração. Mas, por outro lado, muitas vezes é necessário volume de informação e também um olhar diferente que, convenhamos, se estamos sempre no mesmo lugar a tendência é que num determinado momento não consigamos mais enxergar coisas diferentes. Por isso, viajar pode ser interessante. Não por sair apenas, mas por olhar com outros olhos ao voltar.
Para quem trabalha com moda, viagens de pesquisa são freqüentes, principalmente para grandes cidades do mundo. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, uma viagem dessa não serve apenas para fazer fotos das vitrines, como é costume de muitos profissionais desse ramo. Nessas cidades, muitas tendências começam, muitos novos comportamentos que vão influenciar mais tarde as nossas regiões iniciam e muitos novos valores e desejos são despertados.
Isso é que faz tão importante uma viagem a Paris, por exemplo, tão importante para um profissional de moda. Olhar a vitrines, sim. Entrar nas lojas para ver quais as novas coleções, sem dúvida. Mas o fundamental é tentar compreender um pouco mais da cultura daquela região e como tudo isso se reflete no modo como as pessoas vivem, se vestem e se relacionam. A partir daí será fácil buscar inspiração para criar, não para os franceses, mas para brasileiros, catarinenses ou brusquenses.
Os bastidores e as passarelas da moda
Em recente viagem a Paris com o objetivo de pesquisar moda foi possível colocar em prática as questões mencionadas acima. Muito além de olhar vitrines para pesquisas as tendências, pôde-se incluir aí visitas a museus e galerias que traziam exposições de moda, arte e fotografia (as grandes exposições costumam influenciar estilistas em temas para as próximas coleções) como a do artista contemporâneo Jeff Koons em Versailles (um choque cultural!!
As obras do artista super contemporâneas expostas no ambiente rococó do Chateau de Versailles), a do fotógrafo Richard Avedon, a homenagem aos 45 anos de carreira do estilista italiano Valentino no Louvre e a exposição da dupla de estilistas Viktor&Rolf no Barbican Gallery em Londres.
Além disso, buscou-se informação nas feiras têxteis que estavam acontecendo por lá como a Première Vision, Expofil e Mod’Amont, mas o mais interessante de tudo foram as referências trazidas da cultura e comportamento, ou seja, a forma como as pessoas vivem e andam na rua. E então foi possível observar tudo isso em dois momentos: as pessoas “normais” no dia-a-dia e os fashionistas (pessoas que trabalham com moda ou que tem alguma relação com o mundo da moda) durante a cobertura das semanas de moda internacionais de Londres e Paris. Nas grandes cidades, as pessoas na rua investem mais em seu estilo próprio e não estão (ou estão) tão preocupadas com o que os outros vão dizer.
Confiam no seu feeling e, talvez pela diversidade presente na própria cidade a partir de culturas, povos e valores tão distintos convivendo juntos, o que se vê como resultado final são composições muito interessantes. Já os fashionistas transformam os desfiles numa grande passarela: não só aquela em que são apresentadas as novas coleções dos grandes criadores, mas também o backstage e a platéia (com direito a celebridades que fazem de tudo para chamar atenção) onde aparecem as pessoas antenadas vestindo aquilo que ainda será visto na passarela e que estará nas ruas de verdade algum tempo depois.
E o que se pode concluir de tudo isso? Bem, assim tudo parece muito fácil, mas nem tudo transcorre de forma tranqüila. O importante é que se compreenda que não existe um outro mundo de onde venham as coisas prontas, sejam elas as inovações e as novas criações. Esse é o nosso mundo e é dele que se busca inspiração para criar e viver. Para transformar, basta olhar com outros olhos e valorizar tudo o que está ao seu redor!
O “dreamketing” – marketing dos sonhos ou “sonharketing” – postula que, para se diferenciar, as empresas devem interpretar e materializar os desejos mais profundos dos clientes. Segundo essa nova corrente, as empresas vendem sonhos; os produtos e serviços são considerados apenas um meio de estimular os desejos mais profundos do consumidor.
Essa é a idéia central de uma nova corrente no marketing defendida por Gian Luigi Longinotti-Buitoni, seu criador, que tem no currículo o comando da Buitoni-Perugina e da Ferrari norte-americana e, agora, o livro Vendendo Sonhos, publicado no Brasil pela Negócio Editora.
Buitoni explica que sua proposta tem parentesco com o marketing da experiência, mas vai além, pois busca conectar-se com a “imaginação” do cliente. O ponto de partida é descobrir os sonhos dos consumidores e apelar para a paixão, mais do que para a razão, a fim de atrai-los para as fileiras da empresa.
Pode-se dizer que existem três sonhos principais na sociedade atual, segundo Buitoni: o reconhecimento social (atrair a atenção e o respeito dos demais), a liberdade (transcender as limitações) e o heroísmo (identificar-se com personagens muito admirados). O passo seguinte é materializá-los.
Em que consiste o dreamketing?
Como todo mundo sabe, existe um excesso de oferta de produtos e serviços indiferenciados. Para se destacar, as empresas devem conquistar o imaginário dos consumidores. O dreamketing parte da premissa de que o sucesso do negócio depende de interpretar e materializar os desejos mais profundos dos clientes. Trata-se de vender uma experiência.
A jóia, por exemplo, é um “objeto sonhado”, porque é exclusiva e mais do que qualquer outro acessório segue os ciclos da moda. Nos anos 70, eram totalmente étnicas. Nos anos 80, foram usadas em quantidade, como um símbolo de status e riqueza. Na década seguinte, acompanhando o estilo determinante da época, o minimalismo, surgiram pequenas e discretas. Atualmente, com a quantidade de bijuterias finas, o importante é seduzir pelo sonho, e não pelo custo. Jóias são elaboradas em pequenas séries e se tornam uma referência pessoal.
O sucesso de um serviço ou produto reside na atração emocional que exerce sobre os compradores. A Ferrari não vende carros, mas a ilusão da velocidade; a Ferragamo vende o sonho da elegância.
Como são interpretados os sonhos mais profundos dos consumidores?
Os sonhos são difíceis de definir e mais ainda de realizar: mudam o tempo todo e nascem de nosso ser irracional, no qual predomina a paixão sobre a razão. São tão confusos que, freqüentemente, nem mesmo o cliente pode expressá-los com clareza.
Para descobrir os sonhos dos consumidores as empresas devem ir além dos métodos tradicionais, como a pesquisa de mercado, e adotar uma “plataforma artística”, na qual os sentimentos e a intuição prevaleçam sobre os números.
Por outro lado, não devemos esquecer o mais importante: que os sonhos não são objetos específicos, mas estados de espírito; os produtos inspiram sonhos. Uma coroa, por exemplo, desperta o desejo de reinar, e não o de ser dono desse objeto. Então, o papel do “dreamarketer”, ou “marketeiro de sonhos”, é induzir estados de espírito.
Claro que é mais fácil fazê-lo numa empresa como a Ferrari, que pode criar um produto rico em emoções porque não tem restrições de custo. Sem dúvidas, as companhias que vendem produtos ou serviços econômicos também podem conectar-se emocionalmente com seus clientes.
A criatividade de uma empresa pode transformar produtos comuns em sonhos. Por exemplo, os jeans Levi`s de hoje estão muito longe das velhas calças para quem trabalhava nas minas de carvão; os tênis Nike são uma “declaração” de um estilo de vida; o filme Titanic não é um simples documentário sobre um trágico naufrágio; e o Viagra é muito mais que uma pílula contra a impotência. Estabelecer uma conexão com o imaginário do cliente é o caminho obrigatório para o sucesso do negócio.
De que elementos o marketeiro de sonhos pode se valer para induzir a sonhar?
Para criar um sonho, o dreamarketer baseia-se nos motivos que impulsionam a compra. É claro, vender um produto que satisfaz uma necessidade é mais fácil que detectar os desejos do consumidor.
Quando se trata de saciar a sede, é óbvio que basta um copo d`água: mas para adquirir uma jóia rara, poder-se-iam colocar em jogo várias motivações simbólicas (demonstrar de forma visível à classe social), estéticas (admirar a beleza de sua cor) ou até racionais (fazer um bom investimento).
O marketeiro de sonhos deve avaliar todos esses aspectos, a fim de atingir a maior quantidade possível de clientes.
A motivação principal depende de fatores como tipo de produto ou serviço, nível cultural do cliente, concorrência e volume de vendas esperado. Por outro lado, como uma estratégica baseada em motivações simbólicas provoca uma reação mais imediata e ampla do que a que enfatiza o estético, exigem-se diferentes estilos de dreamketing.
Como se elabora a campanha de dreamketing?
Não existem regras fixas. Um caminho é analisar o ciclo de vida do produto ou serviço. Os que têm um ciclo curto, como os perfumes e os artigos de moda, exigem estratégias agressivas que se renovem constantemente, como campanhas em televisão, jornais ou revistas. A mensagem deve provocar um impacto muito rápido e de fácil assimilação.
Os produtos com ciclo de vida médio – jóias, acessórios, equipamentos – exigem um enfoque mais sutil que, além das motivações simbólicas, leve em consideração valores estéticos, portanto, é preciso colocar na mensagem a ênfase na qualidade. No caso de produtos com ciclos de vida longos, como móveis e vinhos, é fundamental acentuar o valor estético, representado pela exclusividade, que se consegue por meio de recomendações, eventos e campanhas na mídia especializada.
Essa é a idéia central de uma nova corrente no marketing defendida por Gian Luigi Longinotti-Buitoni, seu criador, que tem no currículo o comando da Buitoni-Perugina e da Ferrari norte-americana e, agora, o livro Vendendo Sonhos, publicado no Brasil pela Negócio Editora.
Buitoni explica que sua proposta tem parentesco com o marketing da experiência, mas vai além, pois busca conectar-se com a “imaginação” do cliente. O ponto de partida é descobrir os sonhos dos consumidores e apelar para a paixão, mais do que para a razão, a fim de atrai-los para as fileiras da empresa.
Pode-se dizer que existem três sonhos principais na sociedade atual, segundo Buitoni: o reconhecimento social (atrair a atenção e o respeito dos demais), a liberdade (transcender as limitações) e o heroísmo (identificar-se com personagens muito admirados). O passo seguinte é materializá-los.
Em que consiste o dreamketing?
Como todo mundo sabe, existe um excesso de oferta de produtos e serviços indiferenciados. Para se destacar, as empresas devem conquistar o imaginário dos consumidores. O dreamketing parte da premissa de que o sucesso do negócio depende de interpretar e materializar os desejos mais profundos dos clientes. Trata-se de vender uma experiência.
A jóia, por exemplo, é um “objeto sonhado”, porque é exclusiva e mais do que qualquer outro acessório segue os ciclos da moda. Nos anos 70, eram totalmente étnicas. Nos anos 80, foram usadas em quantidade, como um símbolo de status e riqueza. Na década seguinte, acompanhando o estilo determinante da época, o minimalismo, surgiram pequenas e discretas. Atualmente, com a quantidade de bijuterias finas, o importante é seduzir pelo sonho, e não pelo custo. Jóias são elaboradas em pequenas séries e se tornam uma referência pessoal.
O sucesso de um serviço ou produto reside na atração emocional que exerce sobre os compradores. A Ferrari não vende carros, mas a ilusão da velocidade; a Ferragamo vende o sonho da elegância.
Como são interpretados os sonhos mais profundos dos consumidores?
Os sonhos são difíceis de definir e mais ainda de realizar: mudam o tempo todo e nascem de nosso ser irracional, no qual predomina a paixão sobre a razão. São tão confusos que, freqüentemente, nem mesmo o cliente pode expressá-los com clareza.
Para descobrir os sonhos dos consumidores as empresas devem ir além dos métodos tradicionais, como a pesquisa de mercado, e adotar uma “plataforma artística”, na qual os sentimentos e a intuição prevaleçam sobre os números.
Por outro lado, não devemos esquecer o mais importante: que os sonhos não são objetos específicos, mas estados de espírito; os produtos inspiram sonhos. Uma coroa, por exemplo, desperta o desejo de reinar, e não o de ser dono desse objeto. Então, o papel do “dreamarketer”, ou “marketeiro de sonhos”, é induzir estados de espírito.
Claro que é mais fácil fazê-lo numa empresa como a Ferrari, que pode criar um produto rico em emoções porque não tem restrições de custo. Sem dúvidas, as companhias que vendem produtos ou serviços econômicos também podem conectar-se emocionalmente com seus clientes.
A criatividade de uma empresa pode transformar produtos comuns em sonhos. Por exemplo, os jeans Levi`s de hoje estão muito longe das velhas calças para quem trabalhava nas minas de carvão; os tênis Nike são uma “declaração” de um estilo de vida; o filme Titanic não é um simples documentário sobre um trágico naufrágio; e o Viagra é muito mais que uma pílula contra a impotência. Estabelecer uma conexão com o imaginário do cliente é o caminho obrigatório para o sucesso do negócio.
De que elementos o marketeiro de sonhos pode se valer para induzir a sonhar?
Para criar um sonho, o dreamarketer baseia-se nos motivos que impulsionam a compra. É claro, vender um produto que satisfaz uma necessidade é mais fácil que detectar os desejos do consumidor.
Quando se trata de saciar a sede, é óbvio que basta um copo d`água: mas para adquirir uma jóia rara, poder-se-iam colocar em jogo várias motivações simbólicas (demonstrar de forma visível à classe social), estéticas (admirar a beleza de sua cor) ou até racionais (fazer um bom investimento).
O marketeiro de sonhos deve avaliar todos esses aspectos, a fim de atingir a maior quantidade possível de clientes.
A motivação principal depende de fatores como tipo de produto ou serviço, nível cultural do cliente, concorrência e volume de vendas esperado. Por outro lado, como uma estratégica baseada em motivações simbólicas provoca uma reação mais imediata e ampla do que a que enfatiza o estético, exigem-se diferentes estilos de dreamketing.
Como se elabora a campanha de dreamketing?
Não existem regras fixas. Um caminho é analisar o ciclo de vida do produto ou serviço. Os que têm um ciclo curto, como os perfumes e os artigos de moda, exigem estratégias agressivas que se renovem constantemente, como campanhas em televisão, jornais ou revistas. A mensagem deve provocar um impacto muito rápido e de fácil assimilação.
Os produtos com ciclo de vida médio – jóias, acessórios, equipamentos – exigem um enfoque mais sutil que, além das motivações simbólicas, leve em consideração valores estéticos, portanto, é preciso colocar na mensagem a ênfase na qualidade. No caso de produtos com ciclos de vida longos, como móveis e vinhos, é fundamental acentuar o valor estético, representado pela exclusividade, que se consegue por meio de recomendações, eventos e campanhas na mídia especializada.
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